Antes de subir qualquer campanha, a Manáry confere uma lista. Não é burocracia: é o que separa uma campanha que aprende de uma campanha que queima verba. Este material é essa lista, a mesma que usamos internamente, com o motivo de cada item e o jeito mais rápido de conferir.
Você não precisa ser técnico para usar. Cada ponto diz o que verificar e onde. Os itens que exigem mão na massa (Tag Manager, API de Conversões) estão explicados para você saber o que pedir para quem cuida do site ou da mídia.
Por que conferir antes de anunciar
As plataformas de anúncio aprendem com os eventos que recebem. Se a conversão está configurada errado, o algoritmo aprende errado, e aprende rápido. Três situações aparecem o tempo todo:
- Conversão contada em dobro. O evento de lead dispara na página de obrigado e no clique do botão. A campanha parece duas vezes melhor do que é, e a verba vai para onde não deveria.
- Conversão que não existe. O formulário foi trocado, o evento parou de disparar e ninguém percebeu. A plataforma passa a otimizar por clique, e o custo por lead dispara sem explicação aparente.
- Lead sem origem. A campanha até gera contatos, mas eles chegam ao comercial sem informação de onde vieram. No fim do mês, ninguém sabe qual campanha vendeu.
Corrigir o rastreamento depois não recupera o que passou. Os dados das semanas com problema ficam errados para sempre no histórico.
Como usar este checklist
Separe 1 a 2 horas e os acessos
Você vai precisar entrar no Google Ads, no Gerenciador de Negócios da Meta, no GA4, no Google Tag Manager e no CRM. Se não tem acesso a algum deles, esse já é o primeiro achado.
Siga a ordem dos blocos
Os blocos vão da base para o detalhe. Não adianta revisar a API de Conversões se a conta da Meta não está no nome da empresa.
Marque o que está certo, anote o que falta
O checklist guarda as marcações neste navegador. Volte quando quiser e continue de onde parou.
Faça o teste de ponta a ponta no final
O último bloco termina com uma conversão real. É o único jeito de ter certeza de que tudo conversa.
O checklist interativo
0 de 24 itens
1. Base e acessos
2. GA4
3. Tag Manager e eventos
4. Plataformas de mídia
5. Origem do lead e CRM
6. Privacidade e qualidade dos dados
As marcações ficam salvas só neste navegador.
Base e acessos
1. Contas no nome da empresa, com um administrador interno
Por que importa: conta criada no nome da agência ou de um ex-funcionário é histórico que a empresa pode perder de um dia para o outro. Os dados de conversão de anos ficam presos lá.
Como conferir: em cada ferramenta, veja quem é o proprietário ou administrador principal. Deve ser um e-mail da empresa, de alguém que vai continuar nela. A agência entra como parceira, não como dona.
2. Domínio verificado na Meta e site no Search Console
Por que importa: a verificação de domínio na Meta é o que permite configurar os eventos do site com prioridade e evita que terceiros usem o seu domínio em anúncios. O Search Console é a fonte de dados de busca orgânica e de saúde do site.
Como conferir: no Gerenciador de Negócios da Meta, em Segurança da marca, o domínio deve aparecer como verificado. No Search Console, a propriedade do domínio deve estar ativa e com um administrador da empresa.
3. Mesmo fuso horário e moeda em todas as contas
Por que importa: contas com fusos diferentes contam o mesmo dia de forma diferente, e moedas diferentes complicam qualquer comparação de custo. O fuso da conta de anúncios não pode ser alterado depois de criado em muitos casos.
Como conferir: confira nas configurações do Google Ads, da conta de anúncios da Meta e da propriedade do GA4. Todas no fuso de Brasília e em real, se a operação é no Brasil.
4. Lista de quem tem acesso, cada um no nível certo
Por que importa: acesso de administrador sobrando é risco de alteração acidental (ou de alguém que saiu e ainda entra). Acesso faltando atrasa qualquer correção.
Como conferir: exporte ou anote os usuários de cada ferramenta. Remova quem não trabalha mais com a empresa e deixe administrador só para quem realmente configura.
Bloco 2GA4
5. GA4 em todas as páginas, carregado uma única vez
Por que importa: página sem a tag é visita que some; tag duplicada (no código do site e no Tag Manager, por exemplo) dobra as visualizações e distorce taxa de engajamento e conversão.
Como conferir: use o Tag Assistant do Google e navegue pelo site, incluindo páginas de obrigado e de checkout. Deve aparecer uma única tag do GA4 com o seu ID em cada página.
6. Tráfego interno e de desenvolvedores filtrado
Por que importa: o time da empresa e da agência acessa o site o tempo todo, inclusive preenchendo formulários de teste. Sem filtro, essas visitas e conversões entram no relatório.
Como conferir: no GA4, em Administrador, Coleta de dados, veja se a definição de tráfego interno existe e se o filtro de dados está ativo (e não apenas em teste).
7. Eventos-chave definidos: lead, contato e compra
Por que importa: são os eventos que dizem se o site cumpre o papel dele. Sem eles marcados como eventos-chave, o GA4 não mostra taxa de conversão por canal e não envia nada útil para o Google Ads.
Como conferir: em Administrador, Eventos-chave, devem estar marcados os eventos de envio de formulário, de clique no WhatsApp ou telefone e, em e-commerce, a compra. Nada de marcar como chave eventos genéricos como rolagem de página.
8. Retenção de 14 meses e integrações ligadas
Por que importa: o padrão do GA4 guarda dados detalhados por apenas 2 meses, o que impede comparar um ano com o outro nas explorações. A ligação com o Google Ads e o Search Console junta mídia, busca orgânica e comportamento.
Como conferir: em Administrador, Retenção de dados, selecione 14 meses. Em Vinculações de produtos, confira o Google Ads e o Search Console.
Bloco 3Tag Manager e eventos
9. Tag Manager publicado e organizado
Por que importa: alterações não publicadas não valem para ninguém, e um contêiner bagunçado faz qualquer correção levar o triplo do tempo. Versões nomeadas permitem voltar atrás quando algo quebra.
Como conferir: veja se o espaço de trabalho tem alterações pendentes, se as últimas versões têm nome e descrição e se há tags pausadas ou de ferramentas que a empresa não usa mais.
10. Evento de lead só quando o formulário é enviado com sucesso
Por que importa: é o erro mais comum de todos. Se o evento dispara no clique do botão, conta também quem clicou com o formulário incompleto ou com erro. A plataforma otimiza para clique em botão, não para lead.
Como conferir: no modo de visualização do Tag Manager, clique em enviar com um campo obrigatório vazio. O evento de lead não pode disparar. Depois envie certo: ele deve disparar uma única vez.
11. Cliques no WhatsApp e no telefone medidos
Por que importa: em muitos negócios, a maior parte dos contatos vem pelo WhatsApp. Sem esse evento, o relatório mostra poucos leads e a campanha parece pior do que é.
Como conferir: clique no botão de WhatsApp (o flutuante e os do meio da página) com o modo de visualização ligado e confira se o evento aparece no GA4, no DebugView.
12. Valor e moeda nos eventos
Por que importa: sem valor, a plataforma trata todas as conversões como iguais. Com valor, ela consegue priorizar o que deixa mais dinheiro e você consegue calcular retorno.
Como conferir: em e-commerce, o evento de compra deve levar o valor real do pedido e a moeda BRL. Em geração de leads, use um valor estimado por lead (por exemplo, ticket médio vezes taxa de fechamento) até ter o valor real vindo do CRM.
Bloco 4Plataformas de mídia
13. Uma conversão principal por objetivo no Google Ads
Por que importa: o Google Ads otimiza pelas conversões marcadas como principais. Se o lead está contado pela tag do Google Ads e também importado do GA4, as duas como principais, cada lead vale por dois.
Como conferir: em Metas, Conversões, veja quais ações estão como principais. Para cada objetivo (lead, compra) deve haver uma só. As demais ficam como secundárias, só para observação.
14. Marcação automática e conversões otimizadas
Por que importa: a marcação automática acrescenta o identificador do clique (gclid) aos links, o que permite ligar o clique ao lead e importar vendas depois. As conversões otimizadas usam dados como o e-mail, de forma criptografada, para recuperar conversões que o cookie perdeu.
Como conferir: em Configurações da conta, a marcação automática deve estar ativa. Nas configurações da conversão, veja se as conversões otimizadas estão ligadas e com status de diagnóstico sem erros.
15. Pixel da Meta e API de Conversões, com desduplicação
Por que importa: o pixel no navegador perde parte dos eventos por bloqueadores e restrições de cookies. A API de Conversões envia os mesmos eventos pelo servidor. Sem a desduplicação, cada conversão conta duas vezes.
Como conferir: no Gerenciador de Eventos, os eventos principais devem aparecer recebidos pelo navegador e pelo servidor, com a indicação de que estão sendo desduplicados. A qualidade de correspondência dos eventos deve estar boa.
16. Janelas de conversão adequadas ao ciclo de venda
Por que importa: a janela define até quantos dias depois do clique uma conversão é atribuída ao anúncio. Uma janela curta demais para um produto de decisão longa faz a campanha parecer fraca.
Como conferir: compare a janela configurada com o tempo médio entre o primeiro clique e a conversão. Para leads de venda consultiva, janelas mais longas costumam refletir melhor a realidade.
Travou em algum item técnico?
Configurar Tag Manager, conversões otimizadas e API de Conversões é rotina no onboarding de mídia da Manáry.
Origem do lead e CRM
17. Padrão de UTM escrito e usado em todos os links
Por que importa: "facebook", "Facebook" e "fb" viram três origens diferentes no relatório. Sem padrão, a conta por canal nunca fecha.
Como conferir: exporte as origens e mídias do último mês no GA4. Se aparecem variações do mesmo canal, falta padrão. Escreva a convenção (minúsculas, sem acento, palavras separadas por hífen) e use um gerador de links.
18. Formulários com campos ocultos de origem
Por que importa: é o que leva a origem do clique até o CRM. Sem eles, o lead entra no comercial sem história.
Como conferir: abra o site com um link que tenha UTMs, preencha o formulário e veja se o registro chegou com utm_source, utm_medium, utm_campaign, página de origem e gclid preenchidos.
19. Lead chega ao CRM com origem e etapa
Por que importa: é o começo da conta que vai até a receita. Lead fora do CRM, ou no CRM sem origem, não entra em nenhuma análise.
Como conferir: pegue os últimos 20 leads do CRM. Todos devem ter origem preenchida e estar em uma etapa do funil. Leads de WhatsApp e telefone também.
20. Caminho de volta definido
Por que importa: as plataformas só aprendem a buscar quem compra se souberem quem comprou. Isso exige devolver a elas o lead qualificado e a venda.
Como conferir: verifique se existe importação de conversões offline no Google Ads e envio de eventos do CRM pela API de Conversões da Meta. Se ainda não existe, o item conta como feito quando há um responsável e uma data para isso.
Bloco 6Privacidade e qualidade dos dados
21. Banner de cookies integrado ao modo de consentimento
Por que importa: a LGPD pede transparência e respeito à escolha do visitante. Integrado ao modo de consentimento do Google, o banner faz as tags respeitarem essa escolha, e as plataformas conseguem estimar as conversões de quem recusou cookies.
Como conferir: recuse os cookies no banner e veja, no Tag Assistant, se o estado de consentimento muda para negado. Aceite e veja se muda para concedido.
22. Política de privacidade atualizada
Por que importa: a política deve dizer quais dados o site coleta, para quê e com quais ferramentas (GA4, Google Ads, Meta, CRM). É exigência legal e também requisito das plataformas.
Como conferir: leia a política com a lista de ferramentas do Tag Manager ao lado. Toda ferramenta que coleta dado deve aparecer.
23. Teste de ponta a ponta com conversão real
Por que importa: cada peça pode funcionar sozinha e o conjunto falhar. Só uma conversão real mostra se o dado chega ao GA4, às plataformas e ao CRM.
Como conferir: siga o passo a passo do próximo capítulo.
24. Alguém confere as conversões toda semana
Por que importa: rastreamento quebra. Uma atualização do site, um formulário trocado, um plugin novo. Quanto antes alguém percebe, menos dado se perde.
Como conferir: defina um responsável e um alerta simples: se as conversões de um dia caírem muito em relação à média, alguém recebe um aviso. O GA4 permite criar alertas personalizados; uma planilha semanal também resolve.
Como testar tudo em 15 minutos
Abra o site com um link de campanha
Use um link com UTMs de teste (por exemplo, utm_source=teste e utm_campaign=checklist) em uma janela anônima.
Ligue o modo de visualização do Tag Manager
Navegue como um visitante: página inicial, uma página interna, o formulário.
Envie um formulário real
Confira no modo de visualização se o evento de lead disparou uma única vez e com os parâmetros certos.
Veja o evento chegar no GA4
No DebugView, o evento deve aparecer em segundos, marcado como evento-chave.
Confira a Meta
Na aba de eventos de teste do Gerenciador de Eventos, o lead deve chegar pelo navegador e pelo servidor, desduplicado.
Confira o CRM
O registro deve estar lá com nome, contato, as UTMs de teste, a página de origem e a etapa inicial.
Apague o teste
Remova o lead de teste do CRM e anote a data do teste. Repita a cada mudança no site.
Os erros que mais distorcem os números
| Erro | O que causa | Correção |
|---|---|---|
| Lead contado no clique do botão | Conversões infladas e otimização errada | Disparar só no envio com sucesso |
| Duas conversões principais para o mesmo lead | Cada lead vale por dois no Google Ads | Uma principal, o resto secundária |
| Pixel e API sem desduplicação | Conversões em dobro na Meta | Mesmo identificador de evento nos dois |
| WhatsApp sem medição | Campanhas parecem piores do que são | Evento de clique e origem na mensagem |
| UTMs sem padrão | Canal repetido com nomes diferentes | Convenção escrita e gerador de links |
| Formulário trocado sem revisar eventos | Conversões zeradas sem ninguém perceber | Teste de ponta a ponta a cada mudança |
Perguntas frequentes
Preciso do Tag Manager se o site já tem as tags no código?
Não é obrigatório, mas facilita muito. Com o Tag Manager, quem cuida da medição altera eventos sem mexer no código do site e com histórico de versões. Só não mantenha as duas coisas para a mesma tag, para não duplicar.
A API de Conversões da Meta é mesmo necessária?
Para quem investe de forma relevante na Meta, sim. Ela recupera parte dos eventos que o pixel perde e melhora a qualidade dos dados que a plataforma usa para otimizar.
Com que frequência devo refazer o checklist?
Inteiro, a cada trimestre ou a cada mudança grande no site. O teste de ponta a ponta, a cada mudança em formulário, página de obrigado ou checkout.
O meu site é em WordPress. Muda alguma coisa?
Os pontos são os mesmos. Atenção a plugins que inserem a tag do GA4 por conta própria (causa comum de duplicidade) e a plugins de formulário que não disparam evento de sucesso sem configuração.
Quer que a gente faça essa auditoria?
A Manáry confere os 24 pontos, corrige o que falta e entrega a medição pronta para a primeira campanha.
Continue a leitura
Libere o material completo com um cadastro rápido. Vale para todos os materiais da Manáry.
Leva menos de um minuto. Sem sequência de e-mail que você não pediu.Quer que a gente aplique isso no seu negócio?
Este material é o que a Manáry faz todos os dias com os clientes. Se fizer sentido, um especialista olha os seus números e devolve as prioridades, sem apresentação comercial.
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